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Contam os historiadores que Colombo chegou às Bahamas a 12 de outubro de 1496 completamente convencido que tinha chegado às Índias, ou seja, Colombo tinha descoberto a América por engano.

No regresso, e mesmo sem um novo caminho para as Índias,  foi recebido em apoteose pelos espanhóis que, sem perder muito tempo, organizaram um banquete em sua honra.

A meio do banquete, e quando questionado se outra qualquer pessoa seria capaz de descobrir a América, Colombo riu-se, pegou num ovo cru, e fez circular pelos presentes desafiando-os a coloca-lo de pé. Nenhum conseguiu, e quando o ovo regressou às  suas mãos, ele deu-lhe uma pequena pancada na base e colocou-o de pé.

Os presentes contestaram a solução dizendo que daquele modo também o conseguiam colocar de pé. Colombo quis demonstrar com a história do ovo, que depois de ele ter descoberto o caminho para o Novo Mundo, qualquer um o poderia fazer.

Colombo e o seu ovo ficaram famosos pela originalidade da ideia, mas o que os presentes não sabiam é que a ideia do ovo não era dele. Quase um século antes, um outro italiano, arquiteto de profissão, já tinha utilizado o truque do ovo para mostrar aos seus pares que seria possível construir uma abóbada sem pilares interiores.

Se a ideia original do ovo foi publicada num livro e demorou mais de cinquenta anos para chegar aos ouvidos de Colombo, hoje, com a Internet, demoraria meia dúzia de segundos, e o pior é que todos conheceriam o truque.

Atualmente, e por causa do ovo de Colombo, as ideias são mantidas em segredo até serem implementadas porque basta transpirar um pequeno pormenor que seja, para colocar em risco as vantagens competitivas entre empresas.

Os riscos de plágio são tão elevados, que mesmo no interior de algumas empresas os segredos são mantidos entre aqueles que desenvolvem projetos para não correrem o risco de aparecer outro Colombo no outro lado do mundo, ou mesmo na sala ao lado, a dizer que a ideia do ovo é dele.