O Rei Leão sem nexo
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Quando vi pela primeira vez o Rei Leão em 1994 fui apanhado pela Cristina a chorar baba e ranho quando o jovem Simba ficou órfão. A surpresa é que sou conhecido cá em casa como alguém frio, duro, e estupidamente racional.

Ainda tentei comprar o silêncio da Cristina com uns LouBoutin mas foi tarde demais. No dia seguinte toda a vizinhança já sabia do incidente e olhava-me com cara de gozo, e foi aí que percebi que tinha arruinado toda a minha promissora carreira politica pois ninguém algum dia votaria num demente que chorou num filme para crianças.

O Rei Leão de 2019 é tecnicamente extraordinário. A tecnologia CGI- Computer Generated Imagery é realmente impressionante e o Filme só peca pela ausência de algumas cenas da versão de 1994 pois não deve ser nada fácil e exequível colocar o Pumba a dançar o Hula.

O CGI já não é novidade para mim, pois em 2001 já foi utilizado num filme de ficção cientifica fabuloso que passou despercebido para a maioria das pessoas, e que até foi rotulado como um fiasco pela critica. Chamava-se “Final Fantasy:The Spirits Within”, e foi o primeiro filme integralmente em CGI sem atores reais. Só tive pena da atriz virtual não ser parecida com a Angelina Jolie.

O resultado desta tecnologia toda é que o Rei Leão de 2019 é tão real que não derramei uma lágrima que fosse.