Jesus Cristo o maior politico da Humanidade
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As histórias que nos contaram na catequese sempre referiram que Jesus nasceu em Belém num humilde palheiro por baixo de uma estrela cadente.

A história  é bonita, mas a maioria dos investigadores consideram que ele não nasceu em Belém, mas sim em Nazaré. Um grande indício desse facto é que na época, entre os judeus era prática os apelidos serem associados aos locais de nascimento daí ser  muito estranho alguém nascido em Belém ser conhecido como Jesus de Nazaré.

Segundo Dominic Crossan – um dos maiores especialistas na história do cristianismo – a alusão a Belém teve sempre a ver, e tão-somente, com a profecia que o rei dos judeus teria de nascer em Belém.

Mas pouco se sabe de verdadeiro sobre Jesus até aos trinta anos de idade. Alguns historiadores referem que que ele não nasceu a 25 de dezembro mas sim em setembro ou outubro, e uma meia dúzia de anos antes do ano do inicio do nosso calendário. A dúvida surge de uma referência nos Testamentos ao grande rei Herodes, o nascimento de Jesus foi um grande anacronismo porque o grande Rei Herodes já tinha morrido quatro anos antes da data que a Igreja definiu.

Para que se saiba, o dia 25 de dezembro  foi fixado pela Igreja Católica, e imagine-se só, 500 anos após a sua morte, apenas para coincidir com as comemorações do “Natalis Solis Invicti” , que não era, nada mais, nada menos, que uma festa pagã  romana da noite mais longa do Solstício de Inverno que ocorre no hemisfério norte a 21 de dezembro.

Além de ser conhecido como Jesus de Nazaré, era muitas vezes referido como Tekton, que significava “pedreiro”, ou melhor, Jesus, como o seu pai José, não seriam carpinteiros mas sim uma espécie de empreiteiros o que não altura era considerado uma profissão com alguma estabilidade e dinheiro. No meio da especulação da sua infância alguns escritos referem que Jesus tinha duas irmãs e dois irmãos, facto que foi sempre omitido pela maioria dos evangelhos.

E até o dogma de que Jesus seria solteiro e fiel a Deus, não se coaduna com a obrigação religiosa dos Judeus terem de se casar aos 20 anos e de terem filhos para perpetuar o seu povo.

E não foi nada por acaso que a Igreja, para proteger o seu credo, escondeu o mais que provável casamento de Jesus com Maria Madalena apelidando-a de prostituta. Mas são os próprios Testamentos defendidos pela Igreja que contrariam a tese do celibato, quando referem que Pedro se sentia incomodado com Madalena e que chega até a referir-se que Jesus tem “segredos que só a ela revela”. O ciúme documentado de Pedro indicia que existia uma cumplicidade sentimental entre Jesus e Madalena muito próxima da paixão, e até se especula que esse amor  tivesse gerado descendentes.

Na verdade a história da sua juventude é dúbia, e a sua vida só começa a ser documentada quando começa a liderar multidões contra o supremacia romana.

A igreja e muitos teólogos sempre defenderam que Jesus seria um pacifista mas existem algumas referências ao incentivo da violência nos seus discursos, e frases como Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” e “Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer”, não passaram despercebidas à maioria dos historiadores.

É preciso entender que, na altura o Império Romano estendia-se desde a Lusitânia até ao Médio Oriente e os Romanos eram conhecidos como invasores implacáveis com comportamentos violentos muito longe da democracia e muito perto do xenofobismo.

O Império era mantido à custa de uma grande exército mercenário pago com os impostos dos povos invadidos. Os tributos chegavam a atingir 45% da riqueza produzida provocando em muitos casos a pobreza extrema, motivos mais que suficientes para a revolta.

A dialética de Jesus era apaixonante e persuadiu multidões convencendo-as que os pobres eram mais importantes para Deus que os ricos. Sem armas, e contra o poderio militar dos romanos, só a referencia a milagres e ao sobrenatural podia assustar os romanos que eram conhecidos de todos como tementes aos Deuses.

Para que conste, Jesus foi condenado à morte por execução numa cruz, não porque era rei ou filho de Deus, mas sim por ser um rebelde, e porque a sua morte significava paz e estabilidade ao império romano.

E por tudo isto não tenhamos dúvidas que Jesus foi o maior político da História da humanidade.